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O melhor de mim está nas páginas ainda inéditas do que pretendo compartilhar com vocês. Aguardo todos vocês [amigos queridos e ilustres desconhecidos] com muito amor!

PRÉ-VENDA DO LIVRO " DE ANALGÉSICOS & OPIOIDES"

Vai ter livro. Vai ter festa. Vai ter sorriso e abraço dos pronomes pessoais e oblíquos. Vai ter encontro em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Recife e quem sabe onde mais o "De Analgésicos & Opioides" [nos] levar. E para garantir que os primeiros exemplares ganhem morada começamos a pré-venda por aqui. A entrega será pessoalmente, na sessão de autógrafos e de sorrisos [no dia 19 de julho na Livraria Blooks do shopping Frei Caneca, em São Paulo, às 19h], ou pelo correio. Você escolhe! Então é só clicar aqui e garantir o seu exemplar - devo repetir, com a delicadeza dos dias de todas as semanas, que a versão impressa está a coisa mais linda! Opções: Um exemplar do livro "De Analgésicos & Opioides" autografado: R$ 45,00Um exemplar do livro "De Analgésicos & Opioides" autografado + Um capítulo manuscrito inédito: R$ 75,00Um exemplar do livro "De Analgésicos & Opioides" autografado + Um capítulo manuscrito inédito + Seleção de Cerveja…

MACHUCADOS

Era uma vez um amontoado de equívocos. Todos levados a sério demais. Doloridos. Comprimidos em cavidade torácica. Num estica e solta entre glote e nó. Era uma vez um menino de trinta e tantos anos preso na própria angústia que se fez grandeza meio a tanta pequenez. Era uma vez uma vida cheia de absurdos descontrolados em uma fantasia de mau gosto. Todos terminados em sopros, tarjas e engasgos.

COMO NUM MUSICAL DOS ANOS 30

Ele já não cabia mais no que era lembrança. Apareceu, vinte anos depois com tons grisalhos e costas largas, como se nunca tivesse ido embora e deixado o amor que sentia do lado fora. Sussurrou que precisava continuar, mas que agora do lado de dentro dela. Podia até ser numa película de alguns milímetros desde que ela soubesse dizer ‘eu te amo’ em corpo e gosto presentes.

FIRULAS

Quando te faço literatura retiro tudo aquilo que te faria fim e transbordo. Cometo exageros que você aceita só porque estão na horizontal. Aos pés da cama. De ponta cabeça. Em lisura poética. Eu te julgo incapaz e você sorri só porque acha que é ficção. Sufoco palavra em alguma má educação e você ri porque acha que é graça. Minto figura de linguagem e você acredita que é tudo questão de estética. E resta-me, no decorrer dos parágrafos e na advertência das pontuações, aceitar que continuamos despreparados sobre nós.

DOS AFETOS TODOS [OS NOSSOS E OS DOS OUTROS]

"Os afetos. Ter tempo para cultivar os afetos..." [disse Pepe Mujica numa dessas entrevistas que a gente precisa rever com frequência]

2017 foi um ano cheio de afeto e um dos lugares-pertencimentos mais bonitos será sempre aquele mar intenso de Recife, que passos à direita se fazia Tamandaré e passos à esquerda Carneiros. Lugar que contém histórias minhas por direito, mas não por herança - um tipo de genética contruída por desavenças provençais e amores românticos, por fugas de cordel e encontros compadecidos - pois a história da gente geralmente começa lá longe, onde nem sempre se esteve, em gente que nem sempre existe em dias úteis, e que num olhar mais cuidadoso, faz todo sentido. Os afetos também se fizeram música, num show lindo da Maria Gadu, num espetáculo que mais parecia uma festa do Midnight Oil, naquele tributo foda em homenagem ao Belchior. Os afetos também têm nome, sobrenome, tem sabor de cerveja, café, cabe num abraço longo, quentinho, naquela conversa que não t…

AÇÃO DE GRAÇAS

Quero agradecer tudo que somos. Tudo que temos. Tudo que, juntos, fizemos. Quero agradecer por não desistir mesmo que tenha tido vontade, e por não ter deixado que eu desistisse quando tudo parecia insuficiente e pela metade. Quero agradecer por ter chegado até aqui. Olho tudo ao redor e acho que realmente somos bons nisso. E se tiver outra vida quero esbarrar em você de novo só para poder continuar em você. [E com você].