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Mostrando postagens de Abril, 2011

WE CAN BE HEROES | JUST FOR ONE DAY

Uns dizem que é despreparo. Outros, quase malícia. Insuficiente, não [de]cora vergonha. Paciente, atropela desejo. Faz dele fascínio. Decifra calafrios. Devora medos. Abraça. Faz dela rainha para ser rei. Faz deles, nós, em busca de super poderes. Ele quer que sejam herois. E repete isso com certa [in]conveniência. Ela o observa de perto e das opções de múltiplas escolhas, opta por abraçar desejos, na espera que ele, despreparado, malicioso, insuficiente, paciente e inconveniente, escolha atropelá-los sem culpa. Apenas por um dia. 
"Oh we can beat them, for ever and ever Then we could be Heroes, just for one day" [David Bowie - Heroes]

CARREGAMENTOS MÓVEIS

Antes era uma polaroid. Alguns sorrisos antigos guardados em papel instantâneo. Questionou algumas vezes a leveza e o distanciamento que tinha entre tatear um passado que tinha levado poucos minutos para borrar de cores, e que parecia felicidade. Questionou outras vezes ter guardado tão mal que permitia vista privilegiada a qualquer descuido. 
Depois foi um 3X4. Uma bobagem pequena que cabia em qualquer lugar. Uma bobagem que [in]comodava a formalidade do olhar que já tinha usado de toda a sua falta de compostura com o amor.
Daí dia desses foram os carregamentos móveis. Cores nítidas. Detalhes em resolução desnecessária. E nenhum mal entendido. Você não estava lá. Em nenhuma fotografia.

THE NATIONAL [05.04.2011 - SÃO PAULO]

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[The National - Citibank Hall - 05 Abril 2011]
The National fez ontem um show aqui em São Paulo com uma perfeição que não cabe em qualquer exagero [porque não foi preciso], e ainda coube em meus planos de felicidade e em alguns sorrisos bobos por estar diante de um amontoado de músicas e arranjos sofisticados. A impressão era que o show foi um "quase concerto particular para pessoas que estavam lá por admiração e uma quase-devoção". Ao mesmo tempo, ao olhar ao redor, parecia grande demais, superlativo demais e as pessoas todas ali presentes e cantando eram a prova disso. Em "Mr. November", Matt Berninger desceu do palco e o verso "I wish that I believed in fate" ficou ainda mais lindo da pista. Em seguida, Matt cantou "Terrible Love" carregado nos ombros, ainda na pista, para delírio de todos. E já no final do bis, um unplugged [de uma delicadeza sem tamanho!]: "Vanderlyle Crybaby Geek" soou como um "muito obrigado" por esta…