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Mostrando postagens de Janeiro, 2015

ACERVO DE AFETO

Não, eu não recomeço. Não sei como se faz para voltar todas as casas e recomeçar do zero. Do ponto de partida. Do início das coisas. Eu não sei fazer isso que todo mundo diz que faz. Eu apenas continuo. Continuo o ano que acabou em outro. O amor que começou em amor que permanece. Poesia em prosa poética. Nem sempre o meu continuar é melhor do que quem recomeça do zero, mas é a minha maneira de estar no mundo. Eu continuo pessoas. Faço delas a família que escolhi e quando não fazem mais sentido [finalmente] aprendi a deixá-las num passado de quando era bom. Eu continuo lugares. Chego de mansinho e quando vejo é uma espécie de casa.  E devo continuar 2014 em 2015 assim como em todos os outros anos: Talvez com vontade de outros lugares, de outros corações, com outra trilha sonora, insistindo em continuar ao invés de recomeçar.
Sobre 2014: Comecei o ano na Ilha. Fiz da pista a minha própria dança ao som de Lulu. Fui me divertir no céu mais largo das capitais. Depois perdi o amor na asa que…