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Mostrando postagens de Abril, 2013

COR DE LARANJA

E no final das contas era tudo culpa da cor do cabelo. Clementine pintava de azul para esquecer o que a maltratava, mas a pequena do Chico entendeu mais depressa que pintar de laranja era sinal de que tudo ficaria bem, ainda que o amor se perdesse no largo espectro de suas idades.

FRAME

Tinha cor. Tinha a impressão de todas as digitais sem nenhum pixel de resolução. Tinha dor e nenhuma cor parecia suficiente para ser exata. Tinha amor e escapava pelas bordas imaginárias e plásticas. Ele era várias metades de três quartos mal recortados em lembranças sem tons de infância. Ele colecionava-se em pedaços descabidos de arte. Ela o juntava em supostas notas de toda verdade.