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Mostrando postagens de Novembro, 2008

POESIA EM [DES]CONSTRUÇÃO

Pronuncio absurdos. Improviso clichês. Minto coerência. Denuncio-me em atos falhos. Faço de sentimento, obra de arte. Abstrata. Aleatória. Niilista. Ironizo as sequências. Pratico discordâncias. Escandalizo em cores fora de foco. Provoco displicências. Teorizo suposições. Dadaístas. Minimalistas. Simplistas. De mim. De você. De nós dois.

COISA TUA

Sim, parece lembrança antiga. Parece que você sempre existiu e que já conversamos sobre coisas banais. Parece excesso, às vezes retrocesso - culpa da minha idiossincrasia. Parece poesia, mas não cabe à você tantos versos. Você está pra prosa, e eu pra poesia. Parece roteiro, parece ensaiado. Parece cinema mudo. Doce. Terno. Parece desconserto. Sim, você me desconcerta em dissonância erudita. Têm coisas que eu adoraria que você visse. Parece bobo. Parece amor romântico. Parece íntimo. Desnecessário. Parece com alguma coisa tua. Wilco - Jesus, etc