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THE SWELL SEASON

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[The Swell Season - HSBC Brasil - 27 agosto de 2010] Eles são melhores de perto, sem cenário, sem estória inventada. Ele [ o irlandês, Glen Hansard] é engraçado. Faz tudo parecer simples [e sinceramente, acho que realmente é!]. Ele faz parecer que aquilo tudo é uma extensão de você [e talvez realmente seja!]. Ele faz pausas que nos faz pensar que é uma conversa ao pé do ouvido. Uma bobagem qualquer em parênteses que nos provoca o riso, nada contido, e sutilmente, nos faz voltar ao espetáculo de seus timbres. Ela [ a tcheca, Markéta Irglová] é doce, tímida, e arrisca um português baixinho cheio de delicadeza. Ela se permite um ou dois breves parênteses. Ela, é poesia erudita. Ele é pop, rock, folk. E The Swell Season é tudo isso: um amontoado de inspirações e participações que vai de Van Morrison , The  Commitments, à música celta. Eles trazem o Oscar de 2008 pela trilha de "Once", e o próximo filme de John Carney [The Rafers] contará com mais uma música escrita pelos dois.

EM DIAS PARES OUVIMOS FOLK

Sabe quando a gente inventa uma história e a faz acontecer?! Sabe aquela música que é nossa, mas que na verdade ela só é nossa porque um de nós decidiu  que seria assim?! Sabe aquela fotografia clichê de felicidade?! É clichê mesmo. É felicidade também. É tanta coisa que cabe na gente, que até cabe o outro. É tanta versão da mesma cena, que vira película de 35mm sem edição e às vezes até sem cuidado. Mas, sabe... é tudo verdade, ainda que a minha literatura caiba em um parágrafo.

AQUELAS AVENIDAS EM HAIKAI

Ela nunca tinha visto tantas luas no mesmo céu . Tão menos tantas luzes de diferentes cores na mesma calçada. Ela caminhava lentamente entre língua desconhecida, jardins quase sagrados e cenário autobiográfico. Ela experimentava, sem resistência, o agridoce dos seus sabores, o abril das suas flores , o julho de suas estrelas todas. Ela não entendia o sorriso comedido, a geometria dos seus origamis, os compassos de suas artes marciais. Ela não compreendia as palavras verticais. [Ela não sabia explicar como cabia, aquilo tudo que via, em um breve poema haikai] "Liberdade vento onde tudo  cabe" [Paulo Leminski]