TEM UMA NUVEM CINTILANTE, SUAVE E ETÉREA, DANÇANDO NO MEU CÉU
Subtraio os anos de pandemia não vividos [apenas sobrevividos], somo os oito livros publicados, o filme lançado, a infância de cronópio, a adolescência latino-americana no drama, com alguns traumas que finjo que não existem na cortina de fumaça que também finge uma dança elegante e me vejo quase por completo. Tipo aquela nuvem baixa, branca, dançante e fofa que a gente olha e vê gatinhos, ursos não polares, navios e o que mais a imaginação deixar. Do ano que terminou ontem tenho a dizer que voltei aos campos universitários para estudar Clarice [a Lispector] e Machado [o de Assis] não como se estuda na grade curricular, mas como fofoca de época, de modos e de intensidade. Voltei a ler mais [e "Oração para desaparecer", da Socorro Acioli, foi a minha literatura mais emocionada do ano] e fui publicada na Antologia Poética da Academia de Letras da Grande São Paulo, com meu poema "Enquanto Trovoa". Mas confesso que, praticamente, não escrevi quase nada de ficção talvez...