domingo, 11 de novembro de 2007

The Ballad of the Sad Café

O texto abaixo é de uma escritora americana dos anos 40/50, chamada Carson McCullers. Esse texto [extraído de "The Ballad of the Sad Café"] eu li pela primeira vez em 1992 e veio à tona sábado, numa conversa sobre o amor, o amado e o amante. O texto não fala do amor perfeito, conclusão: fala do amores que a gente vive de verdade. 
"O amor é uma experiência conjunta entre duas pessoas (mas isso não significa que é uma experiência parecida para as duas pessoas envolvidas). Existe o amante e o amado, mas esses dois vêm de países diferentes. (...) O valor e qualidade de qualquer amor é definido só pelo amante. É por isso que muitos de nós preferem amar do que ser amado. Quase todo mundo quer ser o amante. (...) O amado teme e odeia o amante e com a melhor das razões. Pois o amante está sempre tentando desnudar quem se ama. O amante deseja qualquer possibilidade de relação com a pessoa amada., mesmo que essa experiência possa lhe trazer apenas a dor."
[E você, por quantas vezes foi o amante? Por quantas vezes, amado?!]

16 comentários:

  1. Na verdade, sempre preferi ser o amado, pois deste modo não sofro pela perda... E meio que me obriguei a que sempre fosse assim. Não me arrependi, até hoje.

    Volta e meia acho que serei o amante. Mas minha parte racional lembra que a defesa tem que estar sempre guarnecida. E dou um jeito de que as coisas se acertem.

    O que não quer dizer que eu não possa amar verdadeiramente. Posso e faço. O que acredito não poder fazer é me apaixonar verdadeiramente.

    Beijos, saudades,

    GE.

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  2. Mas sabe, isto é a pura verdade... O amante e o amado são de mundos diferentes, lados opostos e nunca uma relação será a mesma para ambas as pessoas. Pelo menos comigo é deste modo. E com todos os meus amigos.

    Sem querer ser machista, mas sendo um pouco, o homem tende a ser sempre o amado. Exceto em ocasiões (raras, mas existem e os conheço) onde o cara é muito sensível. O que, aliás, nenhuma mulher deve gostar muito, hehehehehehehehe.

    Beijos de novo,

    GE!

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  3. Amante sempre!!!! Quero o amor em meus olhos e não nos olhos de alguém! De que adianta o amor estar a minha frente se não posso enxergá-lo? Prefiro ter o prazer de viver admirando uma bela obra de arte do que tê-la e não compreendê-la.
    É isso rssss
    Beijooooooooooo

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  4. Excelente o texto, parabéns, o blog também é bom demais!
    Beijos!

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  5. Como paulo comentou ... prefiro ser o amado, evitando o sofrimento futuro, mas claro que não consigo sempre e sou um amante em algumas momentos... mas sempre com um pé atras !!

    Excelente texto !!!

    Abraço

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  6. É verdade, quando a gente "quer" alguém (ou seja é o amante), nós aproveitamos todas as oportunidades de vivência e de "ficar junto". Muitas vezes nem percebemos que a outra pessoa pode se sentir sufocada com isso. Só mesmo quando vivemos "o outro lado", é que tomamos pé dessa situação.

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  7. Também sou contra a "felicidade comprimida", tal como você deixou no comentário.

    Hoje, com relação ao teu post, eu te respondo nos dois blogs Mude.

    Com um texto sobre a individualidade violada numa relação não democrática, e outro sobre a amor-relâmpago.

    abraços, flores, estrelas..

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  8. Texto muito bom mesmo!
    Mas existe uma força mais forte que ultrapassa esses rótulos de amante/amado!...

    Bjos!
    Kemp

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  9. já vivi os dois, e essa alternância é a pior das faces.
    gosto mesmo é da simultaneidade do amor. não acredito mais no amor que não consegue coexistir, esse deve ser uma paixão rancorosa disfarçada de amor que voltou pra se vingar de sabe Deus o quê.
    então, discordo de McCullers.
    em todo caso, o texto é uma reflexão necessária.

    Paz!

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  10. Nesse caso falta um passaporte, já que moram em países distintos
    ;)

    Abração!
    Kemp

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  11. Daí tira-se um novo termo... talvez um amadante... ;)
    Grandes abraços!
    Kemp

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  12. Estou reflexivo qto ao texto!!!

    Hehehehe...

    As coisas aqui andam de boa qualidade!!!

    Preciso frequentar mais vezes!!!

    Um gde bjo!!!

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  13. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

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  14. Precisava vir aqui comentar meu próprio post...risos!!! É que esse texto da Carson McCullers é sempre muito próximo. Confesso ter praticado mais a minha porção "amante", e isso significa que tornei alguns sentimentos maiores do que realmente eles são... concordo com o comentário aparentemente "machista" do Paulo (meu par de olhos verdes prediletos, pra quem ainda não sabe! Risos...)que nós mulheres temos uma tendência a "praticar a amante que existe em nós". Mas discordo quando ele diz que quando o "macho" é o amante da relação, ele é um tanto "sensível"... Quer saber de uma coisa?! Acho o máximo o "homem amante"... que desenha toda história e nós mulheres ficamos naquela angústia toda sem saber qual vai ser o próximo passo... Realmente poucos homens sabem assumir esse papel com propriedade.
    De qualquer maneira, "The ballad of the sad cafe" é apenas um texto. Assim como "How soon is now" é apenas uma música triste, que implora um sentimento. A nossa vida é mais que isso.

    [adorei os comentários aqui!!!! voltem sempre!!!]

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  15. Serei amante muito mais do que serei amado!



    Disso eu tenho certeza!




    Abraços, flores, estrelas..

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  16. eu sempre fui amante, hoje nem isso. acho que amado, nunca.

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