domingo, 17 de fevereiro de 2013

DO DISCURSO INDIRETO E LIVRE



Ele fez dela monólogo em atos articulados dirigidos apenas por ele. Fez dela obra de ficção. Poderia ter feito biografia, ainda que não autorizada, se não fosse tão incompetente. Ela não disse, mas ele sabe seu enredo de cor. Repetia nas madrugadas que conseguia ficar em silêncio, todas as falas que fariam dela alguma verdade. Escreveu em tardes que não conseguia ficar sozinho, diálogos que não era capaz de ter com ela. Ele inventou meios e começos felizes e fez do seu discurso indireto alguma coisa livre de fim.

13 comentários:

  1. Gosto muito dos teus jogos de palavras, e também da criatividade das metáforas.

    :)

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  2. E você fez poesia disfarçada de crônica para embalar as linhas de nossos sentimentos.

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  3. Grandes palavras, você tem muito talento! Bjss

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  4. Um curso e singelo texo cheio de grandes palavras. Amei :)

    Bjs

    Ps: Tem sorteio de vales para a Loja Firmoo lá no meu blog. Corram que é só até o dia 24/02. Bjinhos http://belantenada.blogspot.com.br/2013/02/sorteio-de-vale-oculos-da-firmoo.html

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  5. Gosto de poetas que conseguem brincar de texto, de palavras, de metáforas...

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  6. Você tem o timing da crônica. Invista nesse formato. Escreva mais. Abraços e sucesso com o blog!

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  7. Tú tem um texto enigmático, é essa a palavra perfeita para definir esse texto que acabo de ler, que faz jus ao título.
    Gosto muito da sua escritas e desses seus pequenos textos!

    http://marretada.zip.net/

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  8. Sempre encontro aqui um texto pequeno e muito bom, parabéns!

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