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Mostrando postagens de Novembro, 2012

FINGIMENTO

É alguma hora da madrugada e ela lamenta por não ter cigarros. Na verdade ela lamenta por não fumar e por não se entorpecer naquela fumaça toda de ansiedade descontrolada. Na realidade, ela lamenta por ter sido tão comedida, por tê-lo feito acreditar que era madura, que era boa de entender as coisas que nem mesmo sabia. E ela não previu que em alguma hora da madrugada ela iria querer dar uma de louca e fazer algum escândalo de amplo espectro. Algo que fosse dos berros aos sussurros - em toda sensualidade que tinham quando estavam juntos.
Olhou para os lados em busca do cigarro, da vontade de fumar, da vontade de pisar duro, de fazer passar vergonha, de senti-lo novamente nela. Lamentou por toda delicadeza do entendimento. Queria mesmo era tormento. Do tipo tórrido.

NOSSA CANÇÃO

POEMAS DE COMBATE

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[Finho, no Recital Poemas de Combate - Sesc São Caetano - 30.10.2012]
O mesmo menino que na década de 80 fez a mais bela homenagem musical à São Paulo, hoje, ainda menino, declama seus poemas e letras, com o olhar de quem precisa dizer que o movimento punk rock cabe em mais de três acordes. E lá estava ele, sentado num banquinho "a la João Gilberto" [ele mesmo faz graça com isso] na companhia de um violão e gaita, contando a origem e inspiração de suas músicas e de sua poesia. Finho nos privilegia com histórias fantásticas e o show fica por conta delas, enquanto o violão e a gaita assumem o papel de parênteses entre um episódio e outro. Para sempre "vocalista" do 365 [e convenhamos que isso é para ter muito orgulho!], fazendo de São Paulo sempre um bom motivo, na banda MMDC desde 1995, Finho agora faz combates literários. E antes de qualquer prefácio e verso, o convite: 
" Sempre achei, que a maneira mais legítima de passar algo para outra pessoa é através de u…